Caulus Ponte Negra


20/05/2009


  

Um dia, num hiato entre um “baseado” e outro, eu me perguntei, em silêncio, o que eu queria da vida. A resposta foi a minha libertação

 

 

Droga

 

Um pouco é paixão

Um pouco é loucura

Um pouco é um pouco

Desta doce amargura

Síntese de emoção

E desejo infinito

 

Um pouco é um pouco

Deste amor pecado

Deste silêncio

Feito grito

 

Um pouco é um pouco

Deste cheiro inodoro

Deste branco sem cor

Deste lixo

 

Um pouco é um pouco

De tudo isto

Maldito vício

 

-         Pior de tudo

É que

 Muitas vezes

 Não tem volta!

Caulus Ponte Negra

 

                                                                    

Escrito por caulus ponte negra às 00h25
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06/05/2009


Escrito por caulus ponte negra às 10h14
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04/05/2009


Gente... como eu disse, estou voltando aos

poucos, afinal o baque foi grande. Quero agradecer

de coração a todos aqueles que torceram por mim

e em especial àqueles que já me visitaram nesses

dias. Ao Balestra que até me fez uma bela homenagem,

ao Wilson Rezende, ao  Everson Russo à Tereza Freire

à Grace que me mandou um recado lá da Suécia. Obrigado

querida, estou ansioso para ver o seu livro. Tem também a Nanda e o Pedro Freire  e todo mundo

 

 

Escrito por caulus ponte negra às 00h28
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29/04/2009


Sempre adorei o Jô, mas hoje... Entrevistando a nossa querida Maria Clara Gueiros, por duas vezes o nosso querido gordo usou a expressão "falar no telefone" quando o correto seria "falar ao telefone". Uma vez, a revista Veja deu na capa "animal no volante", depois corrigiu. Bom... dei o recado

Escrito por caulus ponte negra às 03h50
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28/04/2009


Gente... Estou vivo. Deus me deu uma nova chance

À medida do possível estarei postando

Escrito por caulus ponte negra às 17h42
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24/08/2008


 

 

Vida de cão

 

Latindo e indo

Indo e vindo

Sem rumo

Sem tino

Na busca

Na espera

De uma cadela

Que esteja no cio

 

Caulus Ponte Negra

Curitiba, 23.08.08

 

 

Gente, há meses estou em Curitiba, recuperando de um baque, mas já estou saindo dessa...

Beijos a todos 

 

Escrito por caulus ponte negra às 00h09
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21/02/2008


DE VOLTA

 

Gente, eu estou voltando, obrigado devagarinho, mas estou voltando. E para melhor caracterizar essa minha volta, gostaria de deixar registrado essas sete (7) adoráveis pessoas (não que as demais não sejam adoráveis - mas essas me visitaram e, nesse meu último texto, fizeram mais de um comentário: 2, 3 e até 6) levantam qualquer astral. Obrigado CRIS, pelo último comentário aqui registrado. Obrigado a todos vocês. Aos sete, porém, (clicar nas palavras destacadas) uma homenagem especial. 

 

 

. Como essa menina é doce e carinhosa: um anjo. Beijos querida.

. Esse anjo doce é minha poeta preferida, amo você.

. Um blog sensacional, para ninguém botar defeito, o dessa amiga do  bologueiro nota dez, o TERTU.

. Grande mestre, grande advogado, não cobra pra me defender e vive reclamando a minha volta. Belos e ricos textos.

. Essa mulher dispensa comentários. Tem uma pernonalidade incrível. 

. Como eu, esse paranaense, é fã de Mercedes Sosa e grande defensor das coisas certas.

. Esse porreta foi o que mais me visitou e até me mandou selinhos. É o "primo" da Tereza e um blogueiro dos melhores.

 

A vocês e aos demais o meu grande e sincero obrigado. Aguardem-me.

 

....

 

 

Escrito por caulus ponte negra às 10h15
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25/01/2008


Recebi este selo do Pedro Freire

 

 

Vou repassá-lo para a CRIS  

 

www.precisotantoaproveitarvoce.zip.net

 

 

.....

 

Alucinação

 

 

Olho o teto

Bolas coloridas

Descem

Em minha direção

Tento abraçá-las

E elas se vão

É

Alucinação!

 

Caulus Ponte Negra

 

....

Escrito por caulus ponte negra às 10h12
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21/01/2008


Bom dia pessoal!

Estou dando o ar da graça...

 

 

Batmacumba

 

batmacumbaiéié batmacumbaobá

batmacumbaiéié batmacumbao

batmacumbaiéié batmacumba

batmacumbaiéié batmacum

batmacumbaiéié batman

batmacumbaiéié bat

batmacumbaiéié ba

batmacumbaié

batmacumba

batmacum

batman

bat

bat

batman

batmacum

batmacumba

batmacumbaié

batmacumbaiéié ba

batmacumbaiéié bat

batmacumbaiéié batman

batmacumbaiéié batmacum

batmacumbaiéié batmacumba

batmacumbaiéié batmacumbao

batmacumbaiéié batmacumbaobá

 

 

Parceria de Gil e Caetano, “Batmacumba”, fusão da poesia concreta e a deglutinação artística segundo Oswald de Andrade, foi lançada no disco “Tropicália”.

A palavra “macumba” é bastante conhecida. Vejamos outras: “Bá”, exatamente no meio do poema, significa “pai de santo”. ”Obá”, final da primeira e da última linha, ministro de Xangô. “Baobá” árvore sagrada. “Bat” fusão letra/música acompanhada pelas batidas dos tambores.

Temos ainda a alusão à influência da cultura americana de massa com o herói “Batman”, e com o termo “ié-ié” que designa a música pop internacional dos anos 60.

Professores das áreas de língua portuguesa e Literatura Brasileira deveriam se atentar para essas riquezas e esbanjá-las em salas.

 

Caulus`Ponte Negra

Escrito por caulus ponte negra às 23h46
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03/01/2008


Oi Pessoal

 

Estou passando rapidamente por aqui para dizer que não esqueço todos vocês. Que, de coração, desejei um Feliz Natal para todos e um 2008 como o ano das nossas conquistas. Tenho, nessas minhas rápidas passadas, lido todos os meus blogueamigos (Neologismo criado pelo Balestra) embora não tenha feito comentários. Se fizesse teria que fazer a todos. Agradeço às manifestações de carinho e preocupações comigo, manifestadas em muitos comentários, alguns até com elogios ao meu blog desatualizado. Imaginem que ganhei até selo de blog recomendável... rsrsrsrs... Ainda esta semana me livro um pouco e deixo alguma coisa aqui registrada. Um grande beijo a todos vocês.

 

Caulus Ponte Negra

Escrito por caulus ponte negra às 17h21
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10/12/2007


Salvo por Clarice

 




          Mexi em ninho de passarinho quando criança. Só pode. Minhas estratégias não têm dado lá muito certo. Um Deus a meu favor e cem demos contra mim. Estou balançando numa gangorra de parafusos soltos. Lá embaixo um bando de otários, ignotos e incompetentes (energúmenos mentecaptos!) subindo ao podium do triunfo. Ao sucesso: cognome caixa dois. E eu? Cá de cima, com toda essa minha sabedoria nata, apoteótica, gloriosa (ao menos deveria!), vou descendo – sem pára-quedas – rumo ao abismo, ao caos do esquecimento. Titanic me aguarde! Cegos narrarão a história. Escreverão, em braile, tudo o que não viram.

         Antes do naufrágio, vou parar e dar-me a leitura. Qualquer coisa empoeirada ali na estante. Oba! Faz tempo que não nos encontramos. Eu e Clarice. Clarice Lispector. Ou seria Linspector? O que importa? Clarice era jornalista e, para mim, a maior escritora brasileira, embora tenha nascido em Tchetchelnik, na Ucrânia. Foi no Brasil que ela se fez. No Brasil que ela tanto amou e adotou como a sua pátria. Clarice morreu em dezembro de 1977, um dia antes de completar 57 anos.

          “Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços o meu pecado de pensar”.

        Grande Clarice. Se viva, estaria, coincidentemente, nessa data em que escrevo, 10 de dezembro, completando 87 anos.  Retorno-me ao micro. Entregar-me por quê? Em pouco tempo passa-se o tempo. Em instantes, assim como Clarice, estaremos todos mortos. Enquanto em mim existir a vida, quero vivê-la intensamente, mesmo que por apenas cento e quarenta e sete anos, com ou sem conta bancária.

          Fugiram-se os demônios. Apertaram-se os parafusos da gangorra. Agora, e daqui para frente, estarei sempre subindo. A subida é minha vocação e meu destino. Ainda mais tendo Deus ao meu lado e em meu coração. E ele tem sempre dado-me a coragem pra seguir nesta jornada. Este bom Deus de Clarice e de todos os cristãos do mundo.

 

Caulus Ponte Negra

Escrito por caulus ponte negra às 18h37
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07/12/2007


Viva eu! Viva tu! Viva o rabo do tatu!

 

  

Cabra cega. Essa era uma, entre tantas outras, das distantes brincadeiras da gurizada da minha rua que quando o sol se punha, avivava-se para um repertório de inocentes cantigas de rodas e desejos não tão inocentes assim.

Na brincadeira do passa anel, meninos e meninas ocultavam uns pelos outros o desejo de ser castigado. De ter de pagar com o castigo de um tímido beijo: paixão segredada! ...Por isso, dona Chica, faz favor de entrar na roda... Nada contra as opções sexuais nos dias de hoje, também naqueles idos dias, opções estranhas existiam, de forma pacata, mas existiam.

Quem chegar por último é mulher do padre e ninguém queria sê-lo. Entre os da minha tribo, os guris eram machos e as gurias eram fêmeas e as paixões eram tidas entre os diferentes e apenas a amizade, e o amor em sua essência, entre os iguais.

Não é preconceito, mesmo porque eu não o tenho, era, são e serão conceitos preestabelecidos em regras que foram criadas por alguém para serem perpetuadas pelos demais. 

...Diga um verso bem bonito, diga adeus e vai embora.

Dos galhos podados das árvores resultavam pequenas cavernas, para onde nos metíamos para meditações sobre o nada.

Naqueles dias a inveja, o ódio e até mesmo a raiva eram sentimentos neutralizados pela alegria. O anel que tu me destes era vidro e se quebrou...

Com o advento da internet, do mundo ponto com, as coisas já haviam mudado. A TV e o sofá já haviam feito da sala a extensão da rua e o brilho da lua e das estrelas tornaram-se opacos.

Numa atitude insana, nos enveredamos por atalhos rumo à lei do menor esforço e ao colesterol.

Hoje não queremos mais saber com quem está o anel, do passa boi passa boiada..., da ciranda cirandinha, do dá um tapa na bunda e vai esconder, nem com quem está a feda. Hoje a onda é outra. É surf my brother! E ninguém é obrigado a pagar mico. Viva eu, viva tu. Viva o rabo do tatu.

É. Hoje os dias são outros, porém a corrida continua e quem chegar por último continuará sendo a mulher do padre. Céus, como era inocente a inocência de meus dias.

 

Caulus Ponte Negra

 

Escrito por caulus ponte negra às 17h33
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05/12/2007


Eu e seu gigolô

Quando, após o banho,
ainda molhada,
ela atravessa a sala
no sofá, num louco esforço,
eu me molho e me contorço,
imbuído de um desejo louco
de ser aquela toalha

Então corro ao banheiro
para manipular louca paixão.
É quando o sabonete,
o seu maldito gigolô,
ainda suado, vem e me pede
para que eu lhe estenda a mão

Caulus Ponte Negra

...

Escrito por caulus ponte negra às 01h07
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02/12/2007


Recebi um MEME do meu amigo Sergio Ricardo Ferreira, lá do Paraná e, em nome de todos os meus amigos blogueiros, repasso ao Vanderson Freizer http://vandersonfreizer.zip.net e aos demais colaboradores do seu blog.

Escrito por caulus ponte negra às 18h27
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Pirces e tatuagens



Pirce no umbigo


Tatuagem no ombro esquerdo


Anéis por todos os dedos



Pirce nas sobrancelhas


Tatuagem no pescoço


Abaixo das orelhas



Pirce na língua


Tatuagem um pouco acima


Do lugar que me fascina



Caulus Ponte Negra



...

Escrito por caulus ponte negra às 12h55
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